Dapoxetina em Portugal – PRILIGY

“É como se fosse um Viagra para a ejaculação precoce.” É assim que o endocrinologista Santinho Martins resume o alcance do primeiro medicamento para tratar aquela disfunção sexual, e em cujo ensaio clínico participou. A ejaculação precoce afecta entre 20 a 30% dos homens, ou dito de outro modo, cerca de 670 mil portugueses.

 

A substância activa milagrosa – a Dapoxetina – promete, assim, tornar mais felizes cerca de um milhão de portugueses – parceiras incluídas -, uma vez que tal como reconhece o psiquiatra e sexólogo, Alan Gomes, ” este é um problema que afecta muito em particular as mulheres, que, com o tempo, se tornam amargas e desinteressadas do sexo”. E, acrescenta “é curioso notar que, em regra, a tolerância das mulheres é menor para com os parceiros que sofram de disfunção eréctil do que para os que têm este problema”. Algo que, reconhece, “é injusto, na medida em que o indivíduo com ejaculação prematura acaba por gozar de um prazer que lhe é penoso, porque o culpabiliza e, em casos extremos, o faz evitar relacionamentos sérios, levando-o ao isolamento”.

O novo fármaco foi aprovado após um ensaio com seis mil doentes realizado em 22 países. Segundo Santinho Martins – que acompanhou de perto a experiência com os seus pacientes – “os resultados são francamente bons”. Isto porque a Dapoxetina actua tanto sobre a ejaculação precoce primária (aquela que o indivíduo tem desde sempre) como sobre a secundária (que surgiu apenas numa determinada fase da vida).

As diferenças entre homens e mulheres, no que toca ao tempo necessário para atingir um orgasmo, ou uma relação sexual satisfatória, são a questão central em torno desta disfunção. Estudos internacionais indicam que enquanto o homem necessita apenas de 5,5 minutos em média para chegar ao clímax, a mulher precisa de oito minutos em média. Mas, mesmo assim, há uma parcela de 60% que precisa de 12 minutos.

Pouco animador é ainda outro estudo recente realizado na Turquia, que sustenta que 20% das mulheres entram em casamentos arranjados pelas famílias, sem o seu consentimento. Segundo as conclusões daquele estudo, o acto sexual, já com os preliminares incluídos (beijos e carícias), só demora seis minutos.

Fonte: dn.sapo.pt

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